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Arquivo da tag: cultura oriental

Fevereiro: carnaval no Brasil, ano novo na China

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Considerado como um dos períodos mais importantes da cultura chinesa, o ano novo é celebrado durante 15 dias e segue a marcação do calendário lunar. Em 2013, o ano novo chinês começará no dia 10 de fevereiro e é marcado pelo ano da serpente. Essa tradição foi moldada ao longo de 2 mil anos através de lendas e costumes, e até hoje todos seguem os rituais.

O vermelho e o dourado são as cores oficiais da data, segundo os chineses, elas são responsáveis por trazer boa sorte àqueles que as usam. Reza a lenda que há muitos anos havia uma besta gigante chamada Nian, que engolia seres humanos inteiros. Um dia as pessoas perceberam que a besta Nian tinha medo da cor vermelha e de fortes barulhos. Desde então este dia ficou marcado como um novo começo e é celebrado como o início do ano novo.

Entre os ritos de passagem, os chineses tem o hábito de enfeitar suas casas. Eles costumam colar nas portas e janelas papéis vermelhos com dizeres de bom agouro em dourado, os Tao Fu, para atrair bons fluídos e proteger quem mora ali.

12 animais de Buda

Outra lenda muito curiosa fala sobre o início dos anos dos animais na China. Dizem que Buda marcou um encontro com todos os animais em um dia de ano novo chinês. Doze animais apareceram e então Buda atribuiu 1 ano a cada um deles, e anunciou que todas as pessoas nascidas no ano teriam alguma personalidade daquele animal. Interessante, não?

Se você quiser saber qual é o seu animal no horóscopo chinês, clique aqui.

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Semelhanças com a cultura ocidental

Mesa farta e reuniões em família também fazem parte da véspera do ano novo chinês. Quando o relógio marca meia-noite, todos comem um bolinho cozido (conhecido como guioza). Os mais velhos presenteiam os mais jovens e solteiros com dinheiro, cuja entrega é feita dentro de um envelope vermelho, que por superstição não deve ser aberto na frente de quem presenteia.

Logo depois inicia-se a queima de fogos, jogos e brincadeiras, o festejo só termina ao amanhecer do novo ano. Nesta data, tradicionalmente as pessoas dedicam-se a visitar parentes e amigos. A comemoração só termina 15 dias depois, quando acontece a Festa das Lanternas.

Acompanhe nosso blog, na próxima matéria vamos falar sobre a Festa das Lanternas e outros costumes do ano novo chinês. 😉

 
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Publicado por em janeiro 10, 2013 em Novidades Kiboo

 

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A tradição das gueixas no Japão moderno

Este mês o Kiboo apresentou aos seus clientes uma novidade no seu visual, um adesivo decorativo que enfeita o salão e aumenta ainda mais o clima oriental da casa. Nele estão dois símbolos da cultura nipônica, as árvores cerejeiras e as gueixas (mulheres da sociedade japonesa que se dedicam às artes e à preservação das tradições daquele país. Uma gueixa se especializa em canto, dança, música e poesia para oferecer à elite local sua companhia culta e sofisticada em festas e recepções). Mas como vive esta tradição em um país cheio de tecnologia e modernidade?

Um caso bem interessante é o da gueixa de Kyoto Komono (pequeno pêssego), que nasceu no México e ingressou na profissão de uma maneira nem um pouco tradicional: pela internet.
Komono nada sabia sobre a misteriosa profissão até encontrar, em 1998, o site de Koito, uma gueixa de Kyoto que também mantinha uma okiya (casa de gueixas). Depois de três anos de trocas de e-mails, Komono se formou no colegial e aos 15 anos se dirigiu a Kyoto para se tornar uma maiko, aprendiz de gueixa.

Hoje ela tem uma rotina corrida que inclui 12 horas diárias de trabalho e estudo, pouco tempo para se trocar entre os jantares, contando com apenas dez minutos para vestir duas faixas e três quimonos que pesam cerca de sete quilos.

Não só Kyoto, mas todas as outras gueixas se preocupam com o futuro da profissão. A quantidade de integrantes do ofício chegou ao seu pico em 1928, com 80 mil gueixas, porém apenas mil restam atualmente. A concorrência de formas mais modernas de entretenimento, o medo de políticos e executivos de se envolverem em escândalos e a crise econômica (um jantar com gueixas custa cerca de 80 mil ienes por pessoa) são as principais causas do declínio da profissão.

 
 

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A origem do hashi

Antes de começar qualquer refeição oriental, a primeira coisa que vem à nossa mesa são os hashis. Na hora do almoço ou do jantar eles estão fazendo a “ponte” entre o alimento e nosso paladar. Pois bem, de onde vem esse costume? Reza a lenda que os hashis começaram a ser usados pelos chineses (sim, eles não são invenção dos japoneses!) no ano 2.500 antes de Cristo e que os primeiros foram utilizados como suporte para grelhar carnes sobre a brasa.

Os hashis são mais higiênicos do que os garfos e colheres e podem ser produzidos com diversos materiais, desde bambu até prata e marfim. Parece que toda a cultura culinária oriental foi de certa forma desenvolvida para ser consumida por estes palitinhos. Os alimentos são cortados em tamanhos que podem ser facilmente segurados, dispensando o uso da faca e do garfo.

E com quantos hashis se faz uma refeição? Se disse apenas um par, errou! Há palitinhos apropriados para cada tipo de comida, para cada membro da família e para cada tamanho de boca: masculina, feminina ou infantil. Dizem os japoneses que o hashi não faz parte da tradição de comer sushis e sashimis, isso é um hábito ocidental e o correto é consumir utilizando-se das mãos. Por essa você não esperava, né?

 
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Publicado por em maio 24, 2012 em Cultura Oriental

 

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Arroz: da mesa à história do Japão

Não é preciso entender muito sobre culinária oriental para imaginar que o arroz, o gohan, é um dos principais alimentos do Japão. No entanto, engana-se quem pensa que o cereal tem um lugar apenas à mesa dos nipônicos. É ele que define o calendário japonês e as festividades do país, que acontecem principalmente na época do plantio e da colheita. Além disso, nas oferendas da família imperial para os deuses e nos pedidos dos japoneses por um próspero ano novo, o arroz está sempre presente.

Em 1918, o arroz foi responsável até pela queda do primeiro-ministro do país, Masatake Terauchi. Na época, o preço do produto disparou por causa do aumento do consumo local e diminuição da importação devido à Primeira Guerra Mundial. A venda do produto em algumas províncias chegou a ser proibida. Houve protestos para que ele fosse comercializado novamente e o preço ficasse acessível em 369 localidades de 41 províncias. Em Toyama, as pessoas chegaram a impedir navios de saírem do porto com o gohan. A pressão foi tão grande que o primeiro-ministro se sentiu obrigado a renunciar.

Como se não bastassem os fatos, os nipônicos dizem que há 88 deuses em um grão de arroz . Outros afirmam que são apenas oito e há quem diga que são 107. Qual é a quantidade certa é impossível de saber, o que temos certeza, é que o alimento fornece energia, é fonte de vitamina B e de proteínas. Além disso, a associação dele com o peixe, outro ingrediente muito usado nos pratos orientais, promete melhorar o humor.

É, se pensarmos em todos os nutrientes que esses grãos deliciosos possuem e no que eles representam no Japão, podemos dizer que o arroz é mesmo um alimento divino.

Fonte

 
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Publicado por em maio 17, 2012 em Cultura Oriental

 

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Sakura: o mais belo símbolo do Japão

Elas anunciam a chegada da primavera da forma mais bela e delicada na Terra do Sol Nascente. As flores de cerejeiras ou sakuras, como são chamadas no Japão, duram apenas dez dias, mas são tão encantadoras que se tornaram um símbolo do país. Tão cultuada quanto a bandeira ou o hino do Japão, o florescimento das cerejeiras é tão esperado que uma agência meteorológica informa por meio de boletins na TV o momento exato que essas flores irão colorir as ruas do país.

Antes de se despenderem dos galhos e formarem um imenso tapete floral, os nipônicos as apreciam nos parques, ruas e praças do país no Hanami, um festival de contemplação das sakuras. A movimentação é tão grande que, por vezes, é difícil encontrar lugar para se sentar e apreciar o símbolo mais belo do Japão. Alguns japoneses chegam pela manhã e só vão embora à noite, afinal o florescimento das cerejeiras é um fenômeno lindo, porém breve.

De acordo com a lenda do arquipélago, a cerejeira é uma princesa que caiu nas proximidades do Monte Fuji e se transformou nessa bela flor. Sakura seria derivado do nome da princesa Konohana Sakuya Hime, que significa “a princesa da árvore de flores abertas”. Outros dizem que o nome da planta tem sua origem no cultivo de arroz e sua divindade (Sa). A segunda parte do nome, kura, faria referência à sua morada.

 
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Publicado por em abril 11, 2012 em Cultura Oriental

 

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O que o Japão e a China têm em comum, além dos olhos puxados

A semelhança entre chineses e japoneses vai muito além dos olhos puxados e dos cabelos pretos e lisos. Tá certo que há conflitos históricos entre os dois países, no entanto, vários hábitos e aspectos da cultura do Japão são frutos do intercâmbio com a China.

O yakisoba, por exemplo, surgiu na China e se popularizou no Japão também. A cerimônia do chá teve origem no país das grandes muralhas, mas hoje só é celebrada na terra do sol nascente. O bonsai, bastante presente no arquipélago, também se originou na China. O kangi, caracteres japoneses são uma adaptação dos ideogramas da China.

Apesar das características físicas bastante parecidas e da incorporação de vários pontos da cultura chinesa a japonesa, há controvérsias sobre a descendência chinesa dos japoneses. A hipótese mais aceita, de acordo com os estudiosos, é que os nipônicos sejam descendentes dos coreanos. Independente disso, o importante é que nós, brasileiros, já trouxemos para a mesa várias delícias que esses povos criaram.

 
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Publicado por em abril 3, 2012 em Cultura Oriental

 

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Carnaval brasileiro no Japão

O Kiboo Sushi, restaurante oriental de Lagoa Santa, descobriu que existe japonês com samba no pé e puxadores de samba que cantam enredos em português na Terra do Sol Nascente. No entanto, a celebração deles acontece em agosto.

Há muitos pontos do Carnaval do Japão em comum com o Brasil. O maior palco é a rua, desfiles com carros alegóricos, fantasias super coloridas no melhor estilo das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo acontecem por lá. A diferença mais significativa está na reação dos foliões japoneses, ao invés de caírem no samba, eles ficam quietos, apenas como espectadores, tirando muitas fotos.

O Carnaval de Tóquio é celebrado desde 1981. É comum a presença de brasileiros nas escolas de samba japonesas. A festa mais tradicional do Brasil conquistou os nipônicos e a folia de Tóquio já é considerada o maior Carnaval depois da folia brasileira!

 
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Publicado por em fevereiro 23, 2012 em Comemoração, Cultura Oriental

 

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